O SOM E A FÚRIA


O dia desceu como metáfora da vida que se encerra

Se não houvesse o sol amanhã, o mundo acabará?

Se você não abrisse os seus olhos, amanhã não existirá mais?

Eu que corria pelo campo quando criança, que curiosidade me fará parar para contemplar?

O dia termina como a minha curta compreensão

E o meu desejo singelo pelo dia de sol amanhã

Quente e úmido como um sonho que durará o dia todo

Minha mãe me disse que a gente sofre até o fim e que as lágrimas são inevitáveis

Mas o que me fará para convencer que ao cair da noite surgirá um outro dia amahã?

E se me restasse apenas hoje, deixaria a minha memória esvanecer como a luz que esvazia?

O vento me traz uma promessa de amor que lembro de ter ouvido algum dia

Por que as palavras susurradas não viram eco dentro da gente?

Eu a vi ontem, anteontem e há muito tempo atrás mas não tenho certeza se a verei amanhã

Ela existe, eu existo e o mundo existe?

Um dia qualquer ela me disse para não se preocupar

Que tudo é passageiro e que talvez amanhã a gente nem se quer lembre de hoje

Que o amor é um sentimento que dura para sempre mas que às vezes parece acabar no dia



Escrito por Nick Farewell às 09h54
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Um dia histórico

Hoje pra mim é um dia histórico. Um novo começo. A ideia toda surgiu na cabeça do Mauro no natal de 2009. O Mauro da minha editora me ligou e contou a história. Eu demorei a acreditar de tão fantástico e ao mesmo tempo, absurdo que era. Um leitor que indicasse um livro meu, ganharia um outro livro meu. Como assim? Na prática ficou assim: se alguém compra um livro e diz quem o recomendou, esse alguém que recomendou ganha um livro meu. Por exemplo, se você diz para sua amiga comprar GO ou Manual de Sobreviviencia para Suicidas e se ela compra, você ganha qualquer um dos livros meus. Parece mentira? Parece loucura? Isso, jamais, nunca foi feito no mundo. Chega de explicação e veja você mesmo:

http://ligahq.com.br/nickfarewell

Começou o Movimento Let's GO!

Passe adiante essa ideia.



Escrito por Nick Farewell às 23h10
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Um dia, ou melhor, uma noite na vida de Mr. Fahrenheit.

Especialmente para C.R.L

 

- Vem deitar comigo? – Digo

- Comé que é? – Ginger fala imitando a entonação dos “manos”.

- Comé que é, o que?

- Que negócio é esse “vem deitar comigo?” Parece viadagem. Não, fofo. Hahahahahahahaha.

- Não enche. É que tive uma ideia.

- Você sempre tem.

A frase era de duplo sentido. Mas ela sorri no fim e sei que é um elogio.

- Pronto. Já deitei.

- Espera - apago a luz - Deixa eu deitar do seu lado.

Nos deitamos no colchão disfarçado de cama e ficamos parados.

- Parece que estamos…

- Vivos.

- Mas qual era a ideia?

- Olha para o teto.

- Olhando! – Ginger imita a voz de Silvio Santos – Está um tanto quanto bêbada. Ela é fraca de bebida. Só para você saber.

- O teto. Vamos fingir que é um céu imaginário.

-

Ficamos em siliêncio por um tempo como se realmente estivessemos sendo observados por um espaço/tempo ancestral.

- Alí! – A Ginger aponta o dedo para algum lugar do teto.

- O que foi?

- É Cassiopéia.

Sorrio (isso existe?) de lado e me pergunto. O que nesse exato momento em que me sinto frágil como um animal acuado, olhando para o nada e me sentido grato por estar vivo, poderia dizer para agradecer a essa garota que me trouxe de volta para a vida?

- É… É Orion… - aponto o dedo.

 

K



Escrito por Nick Farewell às 21h08
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Who you are

Eu: (prostrado no chão) Então eu sou assim.

Espelho mágico: Sim.

Eu: Todo esse tempo... Então quem eu pensava que eu era, não sou eu. O que eu faço agora?

Espelho mágico: Antes, você fingia sem saber que fingia. Agora você finge, sabendo que está fingindo.

 



Escrito por Nick Farewell às 13h48
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Teoria de supercordas e tempo não linear

Assisti a "Tio Boonme pode recordar das vidas passadas" no domingo. Vendedor de Palma de Ouro do ano passado, Apichatpong Weerasethakul a meu ver é David Lynch com compreensão. Antes que os fãs xiitas de Lynch digam algo, vou tentar responder mas tão enigmático quanto os envolvidos. A teroria de supercorda prevê (já provou e determinou) que no universo tem 11 dimensões (para ficar no mundo cool again, vide sucesso da carreira solo de Julian Casablanca "11th Dimension"). Se no nosso mundo visível existem 4 dimensões, onde estão os outros 7? Melhor, se o tempo não é linear, somos na verdade os que tentam recordar o futuro? Se as infinitas possibilidades coexistem na verdade podemos viver todas elas ao mesmo tempo? Por que a memória só escolhe uma, o que supostamente foi vivida? As encarnações não são as infinitas possibilidades de vida? Logo, reencarnamos o tempo todo? E no futuro não linear, observamos todas as possibilidades e determinamos que vivemos infinitas vidas? Do que vivemos, pode-se dizer que foi Karma? Assim, será que o grande final é recordar para sempre e dentre todas as possibilidades, escolher e viver a vida perfeita?



Escrito por Nick Farewell às 21h36
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Sinais fabricados

Ontem estava na Livraria Cultura. Fiquei surpreso que tinha lançado "Coisas Frágeis 2" de Neil Gaiman. Na verdade tentativa de consertar o erro de não ter lançado o livro de contos de Gaiman na integra. O próprio Gaiman deu um puxão de orelha na Conrad na FLIP por não ter lançado a edição integral. Pois bem. Quando abro o livro dou de cara com um bilhete. No bilhete está escrito: "Use uma blusa verde amanhã". No primeiro instante achei que fizesse parte do livro. Para quem não sabe, Gaiman é mestre de manipulação da realidade. Folhiei outros exemplares e nada. Fiquei olhando ao redor para ver se a pessoa que colocou o bilhete estava me olhando. Nada. Eu gostei da intervenção da realidade. Era uma espécie de pequeno milagre. Ao sorrir e sair da livraria me surpreendi novamente. Eu tinha feito uma intervenção parecida uns 10 anos atrás. Como eu tinha esquecido? Talvez o cotidiano tenha feito eu cair novamente no esquecimento até que um bilhete de modo circular tenha me despertado novamente.



Escrito por Nick Farewell às 12h09
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New life

Começou.



Escrito por Nick Farewell às 14h52
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Inspiração

Eu não acredito em inspiração. Só trabalho árduo. Encontrei esses dias duas músicas pelas quais valem a pena trabalhar duro. Eu queria ter feito. Uma é Crash Years de The New Pornographers. Tenho uma ideia maluca. Vou tentar trazer essa banda para tocar no lançamento do meu livro. Eles nunca estiveram no Brasil. E eu cito uma outra música deles, "Letter From an Occupant" no livro. Talvez se eu fizer um esforço conjunto com alguma casa noturna, editora e mais alguns partocinadores talvez seja possível. A outra é "So Black & Blue". Genial. Eu não conhecia. É de Waldeck (mais uma vez cortesia do Zé que me ajudou muito com consultoria musical enquanto escrevia GO). Quando ouvi,  instantaneamente me veio fala de um personagem. A letra é de uma simplicidade assustadora. É de quem viveu muito, entende e sabe destilar a melhor das sabedorias. Enquanto The New Pornographers canta em melódias alegres a nossa impotência e impossibilidades diante da passagem do tempo, Waldeck questiona em voz rouca porque às vezes amar não é o suficiente. Bravo. Fazer algo tão bom quanto essas músicas. É o que eu quero e desejo.



Escrito por Nick Farewell às 13h30
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Feliz Ano Novo

Jay, Letty, Monique e Cau celebrando a amizade e em homenagem ao meu livro. Vá sempre em frente. Feliz Ano Novo.



Escrito por Nick Farewell às 00h27
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Festa Não Ficção

Foi genial ontem. Acho que Alberta#3 junto com Alley Pub deve ser reduto indie mais cool de São Paulo. Mas eu ainda prefiro Alberta. Tem menos poser como diria o Zé. O que posso dizer sobre a festa de ontem? Teve direito a leitora mordendo meu dedo (!). John Lennon não, pô. Tinha exposto os meus livros na cabine e um cara quis comprar o livro de qualquer jeito. Ora, tive que vender, lógico. É isso pepepessoal. Outro dia tem mais.

P.S.: Fiquei feliz que a Carola (dona da festa) me disse que teve a ideia de chamar escritores para discotecar por causa de mim. :)



Escrito por Nick Farewell às 15h17
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Meu filme do ano

Acabei de saber que Hye Ja Kim, a atriz principal do filme "Mother" ganhou o prêmio de melhor atriz no Los Angeles Film Crtics. Para mim "Mother" foi o melhor filme do ano. É incrível como os coreanos conseguiram sair da mediocridade dos filmes melodramáticos e de patriotismo bobo para filmes de grandeza como Old Boy e Mother (não me venha com Kim Ki Duk, porque para mim não passa de filmes "poeteiros"). Quem não viu, assista. É o melhor do roteiro lâmina de barbear e subversão sincretista da filosofia oriental. E viva o esquecimento.



Escrito por Nick Farewell às 15h56
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Conversa de publicitário

- Não, eu não sou publicitária. Sou marketeira. Eu trabalho menos e ganho mais.

- Não. Eu tenho leão em Cannes.



Escrito por Nick Farewell às 17h48
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Happiness is warm gun



Escrito por Nick Farewell às 12h12
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They make me happy

 



Escrito por Nick Farewell às 12h10
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Tituleira

Ela: Eu sou escritora.

Eu: Bacana.

Ela: Escrevi dois livros. O primeio livro se chama "As Mulheres da Semana".

Eu: Bacana. Bom nome. E o segundo?

Ela: "As Mulheres"

 



Escrito por Nick Farewell às 15h24
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