O SOM E A FÚRIA


É a vida

Eu: acho que quero me casar.

Fernando: Para de beber.

Eu: hahahahahahaha.

Fernando: Fim do mundo pode até acontecer mas você casar não. No apocalipse deve ter uma passagem sobre o seu casamento.



Escrito por Nick Farewell às 12h44
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Minha Flip

Acho que foi o Zé que falou essa. Este ano não vou pra Flip. Em compensação vou pra Patos de Minas no dia 17. Vai ter um bate-papo com os alunos-leitores e depois vai ter uma festa com a minha discotecagem. Como diria meu amigo Fred, "o que mais você quer?" 



Escrito por Nick Farewell às 12h24
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Insight

Ao invés de o apanhador no campo de centeio eu queria ser o guardião dos livros.



Escrito por Nick Farewell às 22h19
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Afinal o que é a vida?

Chego de manhã na agência e a Ligia me manda uma mensagem. "Tomas Lorente morreu." "O quê???", respondo. "Está no mmonline." Tomas Lorente é um dos diretores de arte mais premiados do Brasil (leia-se para os leigos do mundo da propaganda, publicitário ultra-bem-sucedido) e gente finissíma. Lembrei na hora um episódio quando eu trabalhava na agência récem fundada por ele (Lorente já tinha ganhado todos os prêmios possíveis e imagináveis), junto com meu redator ídolo (e chefe direto) Carlos Domingos e Ana Lúcia Serra. Estavamos montando layout para concorrência do dia seguinte. Na época na criação eramos só cinco, incluindo Domingos e Lorente. Era uma hora avançada. 3 ou 4 da manhã. Aqui preciso esclarecer o que é montar layout. A gente tinha que passar cola spray para grudar na prancha (um compensado de papelão preto e placa de isopor) as peças impressas. Todos estavam na montagem. Não sei o que aconteceu, a certa hora só sobrou Lorente e eu. Eu que estava começando a minha carreira disse ao Lorente que podia deixar que eu terminava de montar. Ele me olhou e disse:

- Pode deixar Nicolas. Esse é meu trabalho também. - e continuamos montando madrugada adentro.

Aqui fica a minha homenagem a um grande homem e um publicitário mais do que talentoso. Mas não consigo evitar de me perguntar como fiz a Ligia:

- Afinal o que é a vida?



Escrito por Nick Farewell às 11h29
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Rindo com Billy Wilder

Falando em Shakespeare, ontem minha irmã e eu rimos bastante contando uma história sobre. Como o assunto era Billy Wilder contei uma dele.

Samuel Goldwyn, um dos fundadores da Paramount e um dos fundadores também da Metro-Goldwyn-Mayer assistiu ao Hamlet com Lawrence Olivier e comentou com Wilder em tom grave:

- I saw Hamlet yesterday.

- And... - Wilder intrigado indagou

- It's full of quotations. (é cheio de citações) - Sentenciou em tom grave novamente.

Hahahahahahahahaha. 

 



Escrito por Nick Farewell às 18h36
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Amigos de outras vidas

O título é da Ligia, mãe da minha amiga Júlia. A gente estava concentrado assistindo um desenho animado (até a minha mão parece de desenho animado. hahaha). Eu ficava pensando na letra da música de abertura. "O lado do bem, também tem que conhecer o outro lado para saber". A minha análise: "isso é Vedas???".



Escrito por Nick Farewell às 11h05
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Coment da Cá

Estava respondendo o coment da Cá e não sei o que aconteceu que apagou o coment dela. Então escrevo aqui a minha resposta. Ela me perguntou se eu sabia que a Globo ia lançar uma série chamada "Som e Fúria". 

R: Som e fúria vem de longe. Primeiro de Shakespeare: "Life is a tale told by an idiot. Full of sound and fury. Signifying nothing" (Macbeth e se não me falha a memória, ato 5, cena 5). Depois Faulkner com romance homônimo "O Som e a Fúria".

Beijos.



Escrito por Nick Farewell às 09h49
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Wannabe

Das três biografias que li dos diretores de cinema, queria ter senso de humor de Billy Wilder, humanismo de Truffaut e originalidade de Orson Welles.

P.S.: Os dois últimos me foram presenteados pelo Pierre Porpetta. Melhor presente impossível.



Escrito por Nick Farewell às 13h41
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O mundo é um HQ

Às vezes, aliás muitas vezes, fico estático olhando ao redor pensando como tudo isso não faz o menor sentido. Gripe suína, uma criança de 5 anos como única sobrevivente de um acidente aéreo. Me faz pensar em ficções de Borges nas suas teorias de cosmogonia. Ou simplesmente em RPG. HQ. Algo se aproxima?



Escrito por Nick Farewell às 12h44
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The End

As obras do Eisner estão sendo retiradas das escolas. A gripe suína avança. É o fim do mundo.



Escrito por Nick Farewell às 10h02
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Cine Clube da Esquina de Hoje

No mesmo bate HSBC Belas Artes, às 19h10.

Elsa & Fred

Direção: Marcos Carnevale
Elenco: Manuel Alexandre, China Zorrilla e Bianca Portillo

Sinopse: Fred é um homem aposentado, com mais de 80 anos, que leva uma vida tranquila até descobrir que está doente. O que parecia ser seu fim muda completamente quando ele conhece Elsa, uma vizinha que também tem em torno de 80 anos, mas vive como se tivesse 18.



Escrito por Nick Farewell às 10h39
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Meu poeta favorito

Em um happy hour com uma amiga, eu feliz por ter encontrado "Fundador" no bar sorria contando a história de "Do Outro Lado do Rio Entre as Árvores" de Hemingway. Contei também com certo entusiasmo alcoólico sobre o livro que estava planejando. Então após um certo silêncio ela disparou, "quem é o seu poeta favorito?". Eu que nunca tinha pensado nisso, de início pensei que ia demorar uma eternidade para responder. Mas estranhamente a resposta veio rápido: "T.S.Eliot!" Nem eu sabia. Mas sem dúvida o meu poeta favorito é Eliot (ou que eu mais admiro). A sua eloquencia, precisão vocabular e evocação mítica que a mim sempre soa atemporal, por muitos anos seus versos sempre ficaram ecoando na minha cabeça (ainda ecoa). Na Folha de hoje tem uma matéria interessante sobre Eliot. Sobre a sua viúva e o lançamento que trará bilhetes e correspondências amorosas. Acho que não devo estragar surpresas. Leia. A história quando ele volta de coma é no mínimo emocionante. 



Escrito por Nick Farewell às 15h55
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Meu senso de humor

Se tirar ironia, sarcasmo e humor negro não sobra nada de mim.



Escrito por Nick Farewell às 12h48
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