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Happy again
Já perdi muito nessa vida. A mim parece que com a nossa aptidão para auto-piedade e culpa, naturalmente passamos contabilizar mais perda do que ganhos. Assim perdi um dia minha voz, um pouco da minha alma e muitos amores. Mas estranhamente esta noite que me faz lembrar de todas as minhas perdas, quando me sinto completamente esvaziado de tudo, diante da belíssima noite densa, volto a ficar feliz. Toco sem parar jazz de outrora e até ensaio uns passos solitários pela sala. Eu canto a mim mesmo, feliz, das coisas que já não me importam mais. Esta noite a vida não me pesa mais. Flutuo junto com as notas musicais pelo ar compreendendo que tudo na verdade é completamente risível. Da minha desprezível existência o que mais poderia fazer a não ser sorrir? Vou começar de novo. Ganhando ou perdendo, só sei que é o melhor que eu posso fazer. Deve ser por isso que estou feliz agora.
Escrito por Nick Farewell às 21h54
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Trilha sonora do dia
Ouvindo sem parar The Beach Boys.
Escrito por Nick Farewell às 20h59
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Sorria
Antunes falando: "você me mandou rir, agora vai ter que rir também. Sorria! De verdade! Com entusiasmo!" 
Escrito por Nick Farewell às 21h46
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Lembre-se de si mesmo.
Escrito por Nick Farewell às 17h49
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Dúvida
Como abandonar o desejo do coração? E como saber quais são os genuínos?
Escrito por Nick Farewell às 10h19
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Domínio
Não fico mais triste.
Escrito por Nick Farewell às 17h31
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O começo da evolução
Já tinha aprendido que eu não sei nada. Ou melhor, não sou nada. Agora descobri que não sou consciente.
Escrito por Nick Farewell às 17h30
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Um mundo novo
Ganhei dois livros da Renata. "Psicologia da evolução possível ao homem" de P.D. Ouspensky e "Nossa vida com Gurdjieff" de Thomas Hartmann. Comecei a ler o primeiro. Estou assustado com as informações contidas neste livro. É como se o livro materializasse as minhas desconfianças sobre a vida. Ouspensky formula, ordena, classifica e explica tudo o que eu vagamente intuia. Vou estudar com afinco.
Escrito por Nick Farewell às 18h01
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Follow the flow
Ontem fui acompanhar sessão de fotografia do Antunes para a contra-capa do livro que estou editando. Ivan era o fotógrafo e conheci o Danilo assistente dele. Quando estavam montando os equipamentos eu vi um chapéu na parte dos adereços. Coloquei na cabeça e tomei um susto quando vi que na camiseta do Danilo tinha exatamente o mesmo chapéu desenhado. Depois Ivan comentou: "faço aniversário no mesmo dia que Antunes". Saímos de lá e fomos direto para o laboratório. Mais susto. A tratadora de imagens era uma monja (!) (meu avô é monge e só vim parar no Brasil por causa do meu tio que também era monge e que fundou um templo aqui). Depois fomos almoçar e como Danilo era cinegrafista fiquei contando alguns dos meus roteiros. Como estava tendo muitas "coincidências" resolvi contar uma história sobre um cara que fica seguindo as "coincidências" ou sincronicidades. Eu tinha denominado isso como fluxo. Quando estava contando a parte do encontro do protagonista e da garota (o nome dela era Luciana e um dos personagens, uma cartomante, diz para o personagem principal seguir o coração), Danilo mandou parar tudo. "Nome da minha namorada é Luciana!" Eu disse ok. Então vamos também seguir o fluxo. Passamos por vários bares e acabamos parando no Parlapatões. De repente o Danilo me diz: "agora entendi o motivo do fluxo". "Qual?, perguntei. "Vou pedir a Luciana em casamento." Então instantaneamente eu me transformei em cerimonialista (prometi que eu inventaria uma cerimônia de casamento) e iria com ele quando fosse pedir a mão da namorada dele em casamento. O tempo não é linear? Como se desencadeiam os fatos? Não me pergunte porque eu não sei responder. 
Escrito por Nick Farewell às 15h38
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O Caçador
Bravo. Finalmente os coreanos sabem contar histórias. P.S.: No meio da sessão tive que disparar "joyonheyo" (silêncio) para ficar no clima do filme e porque "silêncio" no início do filme para velhinha da fila de trás não tinha funcionado. Terminada a sessão a velhinha me pediu desculpas: - Desculpe. É que eu fico empolgada nesses filmes. É muito bom filme hein? Você é coreano? - Sou.
Escrito por Nick Farewell às 19h03
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