O SOM E A FÚRIA


Um dia, ou melhor, uma noite na vida de Mr. Fahrenheit.

Especialmente para C.R.L

 

- Vem deitar comigo? – Digo

- Comé que é? – Ginger fala imitando a entonação dos “manos”.

- Comé que é, o que?

- Que negócio é esse “vem deitar comigo?” Parece viadagem. Não, fofo. Hahahahahahahaha.

- Não enche. É que tive uma ideia.

- Você sempre tem.

A frase era de duplo sentido. Mas ela sorri no fim e sei que é um elogio.

- Pronto. Já deitei.

- Espera - apago a luz - Deixa eu deitar do seu lado.

Nos deitamos no colchão disfarçado de cama e ficamos parados.

- Parece que estamos…

- Vivos.

- Mas qual era a ideia?

- Olha para o teto.

- Olhando! – Ginger imita a voz de Silvio Santos – Está um tanto quanto bêbada. Ela é fraca de bebida. Só para você saber.

- O teto. Vamos fingir que é um céu imaginário.

-

Ficamos em siliêncio por um tempo como se realmente estivessemos sendo observados por um espaço/tempo ancestral.

- Alí! – A Ginger aponta o dedo para algum lugar do teto.

- O que foi?

- É Cassiopéia.

Sorrio (isso existe?) de lado e me pergunto. O que nesse exato momento em que me sinto frágil como um animal acuado, olhando para o nada e me sentido grato por estar vivo, poderia dizer para agradecer a essa garota que me trouxe de volta para a vida?

- É… É Orion… - aponto o dedo.

 

K



Escrito por Nick Farewell às 21h08
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Who you are

Eu: (prostrado no chão) Então eu sou assim.

Espelho mágico: Sim.

Eu: Todo esse tempo... Então quem eu pensava que eu era, não sou eu. O que eu faço agora?

Espelho mágico: Antes, você fingia sem saber que fingia. Agora você finge, sabendo que está fingindo.

 



Escrito por Nick Farewell às 13h48
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Teoria de supercordas e tempo não linear

Assisti a "Tio Boonme pode recordar das vidas passadas" no domingo. Vendedor de Palma de Ouro do ano passado, Apichatpong Weerasethakul a meu ver é David Lynch com compreensão. Antes que os fãs xiitas de Lynch digam algo, vou tentar responder mas tão enigmático quanto os envolvidos. A teroria de supercorda prevê (já provou e determinou) que no universo tem 11 dimensões (para ficar no mundo cool again, vide sucesso da carreira solo de Julian Casablanca "11th Dimension"). Se no nosso mundo visível existem 4 dimensões, onde estão os outros 7? Melhor, se o tempo não é linear, somos na verdade os que tentam recordar o futuro? Se as infinitas possibilidades coexistem na verdade podemos viver todas elas ao mesmo tempo? Por que a memória só escolhe uma, o que supostamente foi vivida? As encarnações não são as infinitas possibilidades de vida? Logo, reencarnamos o tempo todo? E no futuro não linear, observamos todas as possibilidades e determinamos que vivemos infinitas vidas? Do que vivemos, pode-se dizer que foi Karma? Assim, será que o grande final é recordar para sempre e dentre todas as possibilidades, escolher e viver a vida perfeita?



Escrito por Nick Farewell às 21h36
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